Dizem os adeptos mais emotivos que ser da Académica é ter paixão. É gritar, lutar, apoiar, enrouquecer, incentivar, ir, estar, defender, acreditar, resistir, crer, rir e chorar. O preto que os une na bandeira, nas camisolas, na capa e na batina é o mesmo que os irmana sob o historial do clube, com os seus valores, os princípios e ideais.
A Mancha Negra surgiu da fusão de três claques, Força Negra, Maré Negra e Solum Power. Nasceu no dia 3 de Março de 1985, num jogo entre a Académica e o Sporting de Braga. A claque decidiu usar o nome de uma das personagens de Walt Disney, o vilão Mancha Negra e, ao contrário do que o nome indica, dá sempre um colorido aos estádios onde se apresenta. Desde cedo que os objectivos do grupo passaram por estabelecer amizades com outras claques, por “torcer” pela Académica e por contribuir para o desenvolvimento do espírito “ultra” em Portugal.
O número de inscritos na Mancha Negra, e com a situação regularizada, tem vindo a diminuir, ficando, actualmente, pelos 1300. “Para ser sócio da Mancha Negra é necessário, antes de mais, ser-se sócio da Académica”, esclarece Bruno Dinis, antigo membro da direcção.
No contexto actual do clube, a opinião da Mancha Negra é ouvida regularmente, quer pelas sucessivas direcções da “Briosa”, quer pela comunicação social da zona centro do país.
Desde a sua fundação, a “MN” nunca deixou de apoiar a Académica e assume-se “100% Briosa” e conta com o apoio da direcção do clube. Actualmente, a claque está organizada por núcleos que representam as várias zonas da cidade, cujos chefes, asseguram que a informação chega rapidamente a todos os membros.
Muitos olham de lado para as claques, talvez por apenas as associarem a episódios de violência. Ao longo dos tempos, a Mancha Negra foi evoluindo em termos de mentalidade e conseguiu, apesar da presença, de muitos anos, da Académica na segunda divisão, criar fortes raízes que hoje em dia sustentam a claque. Luís Carvalho, membro do núcleo de S. Martinho do Bispo e adepto incondicional da Briosa, reforça essa ideia: “A MN é, acima de tudo, um grande grupo de amigos”. A Mancha Negra encontra-se neste momento bem preparada para receber novos elementos, na certeza de que a mensagem passará correctamente a quem chega e de que todos ficarão imbuídos do verdadeiro espírito “ultra”.
Organização é algo em que nunca foi forte. No entanto, tem-se mudado gradualmente esta forma de estar da claque e, aos poucos, a organização tem vindo a impor-se. A criação da revista Central B é exemplo disso. Funciona como veículo de transmissão das ideias dos adeptos da Académica em geral e dos “manchas” em particular. A claque criou também o seu sítio na web (www.manchanegra85.com) com o intuito de estar mais próxima das pessoas, nomeadamente dos seus membros. “É uma forma de apresentar às pessoas a sua história, as suas actividades e as suas aventuras em cada viagem”, esclarece Bruno Dinis.
A Mancha Negra tem sido uma claque muito activa e atenta aos problemas da Académica. Deste modo, os membros da Mancha não se inibem de fazer passar a sua mensagem, quer participando nas assembleias de sócios do clube, quer no estádio, lugar de eleição para a actuação da claque.
Para os elementos da MN, o espectáculo das bancadas não se restringe somente aos cânticos de incentivo à equipa e afirmam que as coreografias são uma espécie de arte. Para Luís Carvalho, esta é uma forma de demonstrar o seu amor pela “Briosa” e pela cidade de Coimbra. “Um dia, até fiz uma bandeira com 15 metros quadrados”, conta cheio de orgulho. A “arte” exibida nas bancadas reflecte um trabalho árduo, levado a cabo durante semanas por alguns “ultras”. “O prazer de assistir ao resultado desse trabalho, de saber que a coreografia teve o efeito desejado é comparável, muitas vezes, ao sabor das vitórias da Briosa”, afirma Luís Carvalho.
A vida da claque não passa apenas pelo futebol. As actividades paralelas são uma constante. O convívio na sede, a realização de “patuscadas” e grandes jantares, os jogos de futsal entre os elementos e outras actividades lúdicas são parte integrante do dia-a-dia da Mancha Negra.
Apesar de, por vezes, o clube não lhes dar tantas alegrias com desejariam, os “manchas” continuam a apoiar incondicionalmente a Briosa. Bruno Dinis remata: “é uma claque diferente, num clube diferente. Não nos cansamos de dizer que se ela jogasse no céu, morreríamos para a ver jogar”. Grupo 2
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Mancha sem nódoa
K&Batuna participa em concurso
A Tuna Académica da Escola Superior de Educação de Coimbra, a K&Batuna, está a participar numa iniciativa promovida por uma marca de cerveja nacional, com o intuito de criar um hino para este produto.
Intitulado “Hino à verdade”, decorre de 1 de Outubro a 31 de Dezembro de 2007 e visa estimular a criatividade de tunas académicas de todo o país,que, caso aceitem o desafio, têm de produzir letra e música originais alusivas à empresa organizadora.
Para João Madeira, elemento da K&Batuna, "há muita esperança numa boa prestação". Este estudante justifica o optimismo com o argumento de que esta é uma das tunas "com melhor sonoridade em Coimbra”. Como prémio final, estão em jogo um bilhete de InterRail para 20 pessoas, assim como a possibilidade de a canção vencedora ser usada em spots publicitários.
O projecto, que está a ser gravado no estúdio do CEMEIA (Centro de Meios Audiovisuais da escola), encontra-se na fase final de produção. Resta à K&Batuna esperar pelo dia 11 de Janeiro para conhecer o resultado do concurso. Raquel Cerca, que toca pandeireta no grupo, salienta que, "se a tuna da ESEC não for a contemplada, não faz mal. O que vale é a participação", remata. Grupo 2
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Livro de Isabel Santinho apresentado na ESEC
O livro Convento de Tomar, berço de um grande império, de Isabel Santinho, foi apresentado a 28 de Novembro passado no auditório da Escola Superior de Educação (ESEC).
Para este investigador, os três últimos trabalhos de Isabel Santinho demonstram a dimensão do triângulo amoroso que Penela, Coimbra e Tomar formam na vida da escritora. No entanto, Isabel Santinho afirma que tem mais amores, e está para breve uma nova publicação que é precisamente sobre um deles...
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Ateneu de Coimbra celebrou 67 anos
Fátima Januário, dirigente da associação, conta que o Ateneu “nasceu de um grupo de 10 pessoas que queriam fazer teatro”. Esta colectividade está vocacionada para as actividades culturais, mas também para o apoio social. “Desde o primeiro dia que o Ateneu de Coimbra possui uma vertente de solidariedade”, sublinha Fátima Januário, mas só em 1977 foi criado o Centro de Dia 25 de Abril. Lurdes Sousa, directora deste serviço, explica que, “já na altura, a população que vivia na Alta era envelhecida e carenciada”.
Durante o Estado Novo, o Ateneu teve uma função importante na luta contra a ditadura. “Os seus dirigentes foram muitas vezes presos pela PIDE. O Estado cortava a água e a luz. Apesar disso, os restantes membros continuavam a encontrar-se clandestinamente”, recorda Arminda Silva, sócia do Ateneu desde 1968.
As comemorações do aniversário do Ateneu continuam com um workshop de Artes Plásticas. Já em Janeiro, as ruas da Sé Velha serão o palco do Cantar das Janeiras, no dia 18.
Grupo 1
Muitos trabalhos para pouco tempo
e muita gente para pouco espaço
crónica
Marcámos às duas da tarde nos claustros da ESEC. Tínhamos mais um trabalho em mãos e pouco tempo para o concretizar. Cada elemento do grupo organizou o seu tempo para estar na escola àquela hora, e alguns até atravessaram a cidade para cá chegar. À nossa volta, a música, as conversas e os risos são ensurdecedores e, por isso, aquele espaço não é o mais indicado para trabalhar. Juntos, percorremos os corredores apinhados de gente. "Desculpa, deixa-me passar... Com licença". Não é fácil atravessar a zona do aquário, quando há filas para a máquina de café ou para a fotocopiadora. Passado o “cabo das tormentas”, vamo-nos aproximando daquele que seria o da “boa esperança”. O barulho vai-se desvanecendo, à medida que nos aproximamos da biblioteca. Abrimos a porta e ouvimos um imenso burburinho, que abranda de cada vez que a funcionária sopra um “xiu” sobre aquele mar de gente. A biblioteca, como é conhecido o Centro de Documentação e Informação, deveria ser um local de estudo, com silêncio a ajudar à concentração.
"Boa tarde, queremos um gabinete, se faz favor", dissemos à funcionária, sem antes ter reparado que estavam todos ocupados. O tempo ia passando e o nosso trabalho para Atelier de Televisão continuava na "estaca zero". Requisitar uma sala parece ser a solução, mas há um longo caminho burocrático a percorrer para conseguir a chave. Saltando de serviço em serviço, descobrimos queera necessário fazer a requisitar com 48 horas de antecedência. Só nos restava uma saída: fazer o trabalho na casa de um dos elementos do grupo, depois de umas horas perdidas.
Bolonha trouxe mais alunos e a obrigatoriedade de estar presente nas aulas. Exige-se muito mais, sobretudo a nível de trabalhos a elaborar fora de aulas, e a ESEC torna-se pequena para proporcionar condições a tantos estudantes. Grupo 1
domingo, 16 de dezembro de 2007
Alunos não aderem ao “Club Esec”
A iniciativa arrancou o ano passado, com apenas três modalidades: ténis, aerofitness e natação. Actividades que não se mantiveram durante muito tempo devido ao número reduzido de alunos inscritos, explica Rui Mendes, um dos professores responsáveis pelo Club Esec.
“Aumentar o índice de praticantes de actividade física no ensino superior” é o objectivo principal deste projecto, segundo Rui Mendes.
Actualmente, o Club Esec conta apenas com 20 alunos inscritos.
A vida sedentária dos alunos do ensino superior e a falta de conexão entre os estudantes e a escola são os motivos que justificam esta baixa adesão dos alunos, considera o docente.
Cristiana Pereira, aluna da ESEC, refere que não está inscrita no “club” por incompatibilidade de horários. Já Frederico Silva e Pedro Raposeira, também alunos da ESEC, nunca tinham ouvido falar do projecto.
De acordo com Rui Mendes, o Club Esec surgiu com a finalidade de se tornar um local de estágio para os finalistas da licenciatura de “Desporto e Lazer”, que leccionam as aulas das diferentes modalidades desportivas. É “um local extraordinário de estágio, uma vez que está inserido no contexto da própria ESEC, onde há respeito pelo trabalho dos estagiários”, diz o docente.
Hugo Machado, um dos estagiários, revela que está a gostar muito da sua experiência porque é uma mais-valia para o seu futuro profissional. O estagiário refere que tem expectativas que o número de alunos aumente e espera que se desenvolvam mais projectos ao nível do Club Esec.
Com o intuito de relançar o programa do Club Esec já no próximo semestre, Rui Mendes revela que serão realizadas várias acções de divulgação.
O docente frisa a importância da manutenção da iniciativa, dado que “actualmente há estagiários de “Desporto e Lazer” com capacidade técnica para levar a cabo este projecto”.
Urânia Cardoso / 3º Comunicação Social
Alunos de Comunicação Social
da ESEC preocupados com futuro
Álvaro Bastos, do 3º ano, considera que, com esta medida, é “desemprego na certa” já que “o mercado está saturado”. Diana Oliveira, outra futura licenciada, também no 3º ano, acha que só vai beneficiar os alunos do 2º ano: “Nós temos mais um ano de formação do que eles, mas em créditos isso não vale nada”. A aluna ironiza, antecipando um cenário de 60 pessoas em “concorrência nas caixas do Continente, Modelo e Jumbo”.
Opinião semelhante têm os alunos que frequentam o 2º ano, preocupados com a concorrência na procura de estágios curriculares e, posteriormente, na entrada para o mercado de trabalho. Já quanto à justiça da decisão, as opiniões dividem-se. Ana Antunes, do 2º ano, diz que “os alunos que agora estão no 3º ano vão ter vantagens”, referindo-se à possibilidade de serem privilegiados na escolha do local de estágio. Em contraponto, Carlos Soares, do 2º ano, acha “injusto os alunos do 2º ano apanharem os do 3º”.
A reestruturação do curso de Comunicação Social foi decidida em Conselho Científico e, apesar de os alunos discordarem, Cristina Faria, vice-presidente do Conselho Directivo, explica o motivo: “Se os alunos que estão agora no 3º acabassem já este ano o curso, não estariam preparados para o mercado de trabalho”. O curso nos dois primeiros anos é mais virado para as cadeiras teóricas e esta medida pretende preparar os alunos para a prática. “Era impossível leccionar as cadeiras de especificidade num só semestre porque o 2º semestre do último ano é ocupado com o estágio”, esclarece.
O problema é que o mercado de trabalho está cada vez mais cheio como comprova Álvaro Vieira, jornalista do ”Público” e actualmente docente na ESEC. Conhecedor das dificuldades de inserção profissional de estagiários, o professor afirma que “o momento não é famoso para a generalidade dos meios de comunicação e alerta: “Se acontecer o mesmo noutros estabelecimentos de ensino, vai ser muito complicado para os recém-licenciados”.
O que se nota em todos os estudantes é ainda uma certa desconfiança no que respeita às mudanças que o processo de Bolonha traz e em que medida os irão afectar. Apesar das incertezas, os alunos estão agradados com a maior vertente prática do novo sistema.
João Pedro Sismeiro / 3º Comunicação Social
